segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Crítica: Wolverine - Imortal (The Wolverine) - 2013


Depois de um final de semana sem postar nada, volto com uma nova crítica. Dessa vez, o alvo é o filme Wolverine - Imortal.

Dirigido por James Mangold (do elogiado Os Indomáveis), Wolverine - Imortal chega surpreendendo os fãs, que estavam preocupados após o fracasso crítico do último filme solo do herói, X-Men Origens: Wolverine. Com deslizes na questão de adaptação, mas com uma ótima história, o filme desagradou os fãs principalmente na construção do vilão Samurai de Prata, que no filme é um robô. Nas HQs, Samurai de Prata é o pseudônimo de Harada, personagem que aparece no filme, mas não é o Samurai de Prata (?). 

Apesar de uma pequena "revira volta" (se é que podemos chamar assim) no final, as principais partes do filme são mostradas no trailer (claramente as cenas não são mostradas inteiras, com direito até de uma cena que aparece no trailer, mas não aparece na versão pros cinemas). Diferente do filme anterior, esse filme não está recheado de mutantes e, histórias sem pé ou cabeça, mas há um grande desenvolvimento dos personagens, que apesar de longo, não deixa o filme entediante. Também não há massantes cenas de ação, mas as que têm nos diverte muito, como por exemplo, a batalha entre Wolverine e agentes da Yakuza em cima do trem-bala, que é mostrado no trailer. Com um show de efeitos especiais e, boa atuação, a cena é realmente incrível.

O decorrer do filme é realmente muito bom e, interessante, com uma história que te prende, mesmo com cenas de romance e, um pouco de drama, o que não atrapalha. Na cena do funeral, nem parece um filme de super-herói e, sim um filme policial, só que diferente, já que um homem tem garras de adamantium. E, diferente de um outro tipo de metal (leia-se ferro), o filme não apela exageradamente para o humor, tendo poucas cenas com realmente um humor que te faz rir (o que também não atrapalha). 

Todos os personagens são realmente interessantes e importantes (com exceção de um). A personagem Víbora (Viper, como preferir) é a principal causadora de todo os acontecimentos do filme, direta ou indiretamente. Apesar de ser uma personagem importante, digamos que ela não foi bem aproveitada, com um final do tipo: "Caraca, cara! O que diabos aconteceu?". Um outro personagem que tem ótimas cenas de ação é o personagem Harada, com extrema habilidade no arco e flecha, e passa de bonzinho para vilão, para terminar como bonzinho. A personagem Yukio talvez seja a melhor personagem do filme, atrás apenas obviamente do Wolverine. Ela é muito bem interpretada pela atriz Rila Fukushima, que protagoniza boa parte da ação do filme, que é muito boa tanto nas artes de espadas, tanto quanto corpo a corpo. Mariko, o interesse romântico do herói, também é uma personagem muito boa, e sua história, apesar de um pouco confusa é muito bem contada. E, no final, podemos dizer que ela "terminou o trabalho sujo". Shingen, o pai de Mariko também é um personagem e, tanto. Ele é aquele personagem que nós sentimos raiva no filme, pois o que ele faz não é qualquer um que faz. Ele protagoniza uma das melhores parte do filme, a luta contra Yukio e, logo após contra Wolverine, da onde sai o épico diálogo: "Que tipo de monstro é você?" "Eu sou o Wolverine". Yashida, o jovem soldado que Wolverine salva e, o velho doente é um personagem muito confuso. Sua mudança de personalidade não é bem entendida durante o decorrer do filme, com o "cagaço" do final. Também temos a ilustre Jean Grey, que aparece apenas em sonhos e delírios, como a personagem mais chata do filme. Apesar das poucas aparições, nós pegamos uma antipatia para essa ilusão da cabeça de Logan e, facilmente consideramos ela como a personagem mais chata do filme. E, finalmente chegamos no personagem inútil, como referi no começo do parágrafo. Este personagem é Noburo, o noivo de Mariko. Sim, ele é um personagem totalmente inútil, que só serviu para botar uma cena de humor.. Finalmente, temos o herói, Wolverine, que está sendo interpretado novamente e, brilhantemente pelo australiano Wolverine, ops, eu quis dizer, Hugh Jackman. Talvez em sua melhor interpretação do herói, o ator nos passa mais do que nunca as emoções, a raiva, a humanidade do personagem, que nesse filme está muito mais selvagem do que nos outros anteriores.

Em questão de adaptação, o filme deveria pegar uma nota 6.0, pois muda muita coisa da HQ. Mas, como é uma adaptação, não dá para passarmos tudo, até mesmo para encaixar o filme no Universo Cinematográfico da Fox. Na HQ, Logan vai para o Japão por que está descontrolado e, quer ir atrás de seu amor, Mariko. Já no filme, ele vai ao Japão para "dizer Adeus" à um velho conhecido. Além do já citado Samurai de Prata. Uma cena clássica da HQ é quando Logan se encontra com um urso selvagem, onde ele se sente familiarizado pelo bicho. Essa cena está presente no filme e, muito bem mostrada, pois nós sentimos a emoção e, a familiarização do Wolverine com a criatura selvagem.

Resumindo, Wolverine - Imortal é um ótimo filme sobre o herói e, tem que ser levado como adaptação e, não como cópia da HQ. Com uma ótima história que só se perde no final, que é uma cagada e tanto, o filme é o mais sangrento dos filmes dos X-Men. Eu também tenho que fazer referência à dublagem, que está realmente muito boa, tirando por uma parte: a cena pós-créditos. (SPOILER) Na cena pós-créditos, que liga esse filme à X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, filme que estreia em 2014, vemos Wolverine chegando no aeroporto dois anos após os acontecimentos no Japão. Lá, ele é cumprimentado por ninguém menos que Magneto e, Professor X. A cena é totalmente épica, realmente épica! Mas, não pude aproveitá-la tanto por causa da dublagem, que parecia ter sido feita ás pressas, mas não vou dar esse mole quando eu adquirir meu DVD! (FIM DO SPOILER)

OBS: Lembrem-se que o filme receberá uma versão mais sangrenta no DVD e no Blu-Ray.

Nota: 9.4

Tabela de Informações
Data de estreia: 26 de Julho de 2013 (EUA)
Duração: 126 min
Direção: James Mangold
Produção: Joseph M. Caracciolo Jr., Hugh Jackman, Stan Lee, Tom Cohen, Hutch Parker, Jesse Prupas, Lauren Shuler Donner
Roteiro: Mark Bomback, Scott Frank
Distribuição: 20th Century Fox


 

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